FIQUEM ATENTOS: A partir do dia 1º/6, estaremos organizando um cronograma para a entrega das atividades realizadas nos meses de março e abril e para a entrega dos livros didáticos às turmas. 
Atenção alunos do terceiro ano ( turmas 31, 33 e T9)

Pré-Enem Seduc RS começa nesta segunda (18) com exibição diária na TVE

Preparatório segue até 31 de outubro com mais de 400 horas de conteúdo do Ensino Médio
ATENÇÃO ALUNOS DAS TURMAS 31, 33 E T9 

INSCRIÇÕES PARA O ENEM 2020 ABERTAS ATÉ DIA 22/5 

CÓDIGO DA ESCOLA: 43093892

 Os candidatos devem fazer o cadastro no site oficial da prova (https://enem.inep.gov.br/participante/) .

Questionamentos aos professores

Todas as páginas do blog tem um campo para comentários no final, é neste espaço que vocês, alunos, devem fazer seus questionamentos aos professores e aguardar a resposta.

Todos já sabem, mas por vezes esquecemos e achamos que o outro não quer trabalhar...


Lições a serem aprendidas: a importância do distanciamento social em casos de pandemia viral
·         COVID-19,Informes Técnicos

·         25 de março de 2020 10:59 am
Ao longo de sua evolução, a humanidade vem aprendendo com as experiências, sejam elas boas ou ruins. Isto é histórico, e a história se desenvolve a partir de fatos.
Em 31 de dezembro de 2019, uma pneumonia de causa não identificada foi reportada ao escritório da Organização Mundial de Saúde – OMS, na China. Este foi o primeiro relato de infecção por uma nova cepa de coronavírus, denominada coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (ou SARS-CoV2, da sigla em inglês), causadora da doença coronavírus-19, COVID-19. Menos de um mês após o primeiro caso, o número de infectados pelo COVID-19 aumentou significativamente na China, com 7734 casos, e em outros países como Taiwan, Tailândia, Vietnã, Malásia, Nepal, Sri Lanka, Camboja, Japão, Singapore, República da Coreia, Emirados Árabes, Estados Unidos, Filipinas, Índia, Austrália, Canadá, Finlândia, França e Alemanha. Estes fatos levaram a OMS a declarar Emergência em Saúde Pública de Interesse Internacional, em 30 de janeiro de 2020,
A Europa tem hoje mais casos confirmados e mortes provocadas por esta pandemia viral do que a China, onde tudo começou; e a Itália é o país mais afetado pelo COVID-19, com aproximadamente 50 mil casos confirmados e mais de 4800 mortes.
No Brasil, o primeiro caso foi identificado em São Paulo, em 21 de fevereiro de 2020.
O Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus COVID-19, citado na Portaria MS no. 356, de 11 de março de 2020, que dispõe sobre a regulamentação e operacionalização do disposto na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, prevê a quarentena domiciliar para casos leves e estratégia de monitoramento domiciliar para evitar a ocupação de leitos desnecessariamente.
Até dia 24 de março de 2020, o Brasil tinha 2.201 casos confirmados e 46 mortes pelo COVID-19. Os dados nacionais e internacionais evidenciam a alta taxa de infectividade e a baixa virulência do COVID-19. Por ser um vírus que facilmente passa de uma pessoa para outra, medidas profiláticas simples de higiene como lavar corretamente as mãos e cobrir o rosto com a dobra do cotovelo ao espirrar ou tossir são fundamentais para reduzir o risco de contágio e/ou transmissão.
A história passada já nos ensinou que a redução da propagação de um vírus está diretamente relacionada ao retardamento do pico da epidemia e, consequentemente, a uma maior capacidade de atendimento efetivo pelo sistema de saúde. Quanto menor o contato entre pessoas, menor é o risco de contágio e transmissão e, quanto antes forem instaladas medidas de contingência, menor é o número de casos.
Uma lição mais recentemente aprendida é que, na era das mídias sociais, o combate às doenças emergentes sofre influências antagônicas do mundo virtual. A conectividade e todas as ferramentas e plataformas digitais permitem que informações sobre surtos e as características das doenças sejam compartilhadas entre cientistas do mundo inteiro, em tempo real, promovendo a disseminação do conhecimento e permitindo ações de controle mais efetivas. Por outro lado, a divulgação de dados não científicos e especulações causam insegurança e pânico na população, dificultando a instalação e a adesão às medidas eficazes de prevenção e combate à doença.
Aprendemos também com os países que já enfrentaram o pico endêmico e já tem casos curados. Os dados epidemiológicos indicam que os países que melhor controlaram a expansão do número de casos foram aqueles que instauraram políticas rígidas de distanciamento social, isolamento, quarentena e contenção comunitária.
O distanciamento social é uma medida que reduz a interação entre pessoas de uma comunidade na qual os indivíduos podem estar infectados, sem sintomas e sem diagnóstico. Isolamento é a separação de pessoas infectadas daquelas não infectadas, geralmente aplicado em ambiente hospitalar. Quarentena é a restrição de locomoção de determinada pessoa, com vigilância da temperatura corporal, quando não se tem evidências clínicas e/ou laboratoriais de que esta pessoa está infectada. E a contenção inclui medidas que vão do aumento do distanciamento social à quarentena em toda a comunidade.
Foram quase 2 meses entre o relato do primeiro caso em Wuhan, na China, e o primeiro caso brasileiro, dando ao país uma vantagem que outros não tiveram. Foram quase 2 meses para que medidas de contingência fossem adotadas no Brasil; entretanto, o ritmo de propagação do vírus agora segue o padrão de países europeus, como Itália e França.
No atual cenário nacional, há de se concordar que o distanciamento social se faz necessário, por diversos motivos:
1.    Portadores assintomáticos do vírus são importantes fontes disseminadoras, e não estão sendo testados no Brasil;
2.    Testes moleculares que detectam o ácido nucleico viral e são considerados “padrão-ouro” para a pesquisa de SARS-CoV-2 podem apresentar resultados falso-negativos pela baixa sensibilidade do método, erros técnicos ou coleta de amostra insuficiente;
3.    O intervalo entre o primeiro dia de testagem positiva para o ácido nucleico e o primeiro dia de resultado negativo por este mesmo método é de aproximadamente 9 dias (podendo chegar a 21);
4.    Pacientes infectados podem levar 6 dias para terem resultados positivos pelo teste molecular;
5.    Não está definido em qual dia ocorre o pico de disseminação viral, que pode variar de 8 a 37 dias, e qual é a carga viral antes do início dos sintomas;
6.    O panorama europeu, em especial o italiano, demonstrou o quão rápido o sistema de saúde pode sobrecarregar no caso de um aumento agudo no número de casos.
Considerando que ainda não há tratamento específico ou vacina contra o COVID-19, a maneira mais eficaz de controlar a epidemia, além das medidas de higiene, é o distanciamento social e o isolamento para aqueles com resultado positivo para o COVID-19. E estas condutas dependem, basicamente, da adesão da população.
Lição final: Distanciar hoje, para garantir abraços amanhã!

Fontes:
Brasil. Ministério da Saúde. Acesso em 21 março 2020. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/13/plano-contingencia-coronavirus-COVID19.pdf
Brasil. Ministério da Saúde. Acesso em 21 março 2020. Disponível em: https://www.saude.gov.br/
Gralinski LE, Menachery VD. Return of the Coronavirus: 2019-nCoV. Viruses. 2020; 12(2). pii: E135. doi: 10.3390/v12020135.
Hu Z et al. Clinical characteristics of 24 asymptomatic infections with COVID-19 screened among close contacts in Nanjing, China. Sci China Life Sci. 2020 Mar 4. doi: 10.1007/s11427-020-1661-4.
Organização Mundial da Saúde. Acesso em 21 março 2020. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/events-as-they-happen
Rodriguez-Morales et al. COVID-19 in Latin America: The implications of the first confirmed case in Brazil. Travel Med Infect Dis. 2020 Feb 29:101613. doi: 10.1016/j.tmaid.2020.101613.
Rothan HA, Byrareddy SN. The epidemiology and pathogenesis of coronavirus disease (COVID-19) outbreak. J Autoimmun. 2020 Feb 26:102433. doi: 10.1016/j.jaut.2020.102433.
Xiang Dong et al. Eleven Faces of Coronavirus Disease 2019. 2020. Allergy. doi:10.1111/all.14289.
Wilder-Smith A, Freedman DO. Isolation, quarantine, social distancing and community containment: pivotal role for old-style public health measures in the novel coronavirus (2019-nCoV) outbreak. J Travel Med. 2020 Mar 13;27(2). pii: taaa020. doi: 10.1093/jtm/taaa020.
Zhou F et al. Clinical course and risk factors for mortality of adult inpatients with COVID-19 in Wuhan, China: a retrospective cohort study. Lancet. 2020 Mar 11. pii: S0140-6736(20)30566-3. doi: 10.1016/S0140-6736(20)30566-3.

Mauren Isfer Anghebem
Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – SBAC
Farmacêutica-Bioquímica
Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas com ênfase em Análises Clínicas
Professora Adjunta do Curso de Farmácia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR
Professora Adjunta do Departamento de Análises Clínicas da Universidade Federal do Paraná – UFPR
Conselheira do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná – CRF-PR


A título de esclarecimento e respondendo a um comentário anônimo, as atividades feitas em casa são em maior número porque não estamos interagindo com os alunos, ou seja, discutindo, explicando, questionando a cerca dos conteúdos desenvolvidos, provavelmente no retorno tenhamos muito mais momentos de conversas, explicações, discussões e questionamentos do que de outras tarefas, uma vez que no retorno teremos que retomar os textos e exercícios que os alunos estão recebendo agora. 
Uma aula presencial SEMPRE será diferente de tarefas feitas sem o auxílio do professor e dos colegas. 

Estudar assim é......

diferente de estudar assim ...